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Em
1699, em função das melhorias financeiras resultante da
tributação sobre a farinha de mandioca, o peixe, a aguardente
e outros produtos, resolveram os
membros do conselho, juntamente com as figuras proeminentes
da Vila, e com o povo, edificar um novo templo na localidade
, tendo a fiscalização da obra fiado ao encargo do Padre
Manoel de Nazareth, e contratado para construtor o pedreiro
Caetano Gomes da Costa, que foi ajudado pelos milicianos,
escravos e populares.
O Construtor havia orçado a obra da Igreja em quinhentos
mil réis, e por isso foi processado e multado, pelo Conselho
por ter ultrapassado o orçamento, sem ter iniciado o reboco
e pintura interna da mesma.
Tais melhoramentos somente tiveram andamento, 20 anos após,
contando com a ajuda financeira do povo.a encomenda da Pia
Batismal, e mais duas pias para Água Benta, foram contatadas
em 1802, pela câmara ao Mestre Pedreiro Manoel da Encarnação.
Complementando as obras de implantação da matriz, foi trazido
do Rio de Janeiro o órgão que hoje é utilizado nos atos
religiosos. Originalmente construída em estilo veneziano
e com uma só torre, a "Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça"
passou modificações que por fim a descaracterizaram.
A primeira grande reforma deu-se em 1926, com a abertura
e colocação de várias janelas, semalhas e afrescos.
A ultimas delas foi a construção de uma segunda torre, mandada
executar pelo Vigário da Paróquia "Frei Sebaldo", com a
mão de obra contratada ao Sr Kurt Kamradt, As despesas com
a construção da torre foram cobertas com os donativos deixados
em testamento por José Basílio Corrêa.
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